quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

De volta a Nova Éter



   Pois é, com a postagem da The Chavesolt sobre a literatura do Raphael Draccon, bateu uma saudade enorme de Dragões de Éter. Assim, decidi perder o medo de não conseguir descrever o livro e como foi a leitura e tomei coragem para escrever sobre ele.
  É muito difícil dizer sobre o que exatamente é a história, não tem um personagem principal e a trama se divide em muitos arcos, dando liberdade para você "escolher" os capítulos que quer ler, mas só as vezes. Cuidado com o auto spoiler. Mesmo que a trama não possa ser definida de início, ao decorrer da leitura é possível notar algumas ligações, as vezes sutis, que fazem com que o enredo se torne um só, resultando na interação de personagens que você nem imaginaria ver juntos.
   O ruim vem quando você está lendo e um amigo te pede para falar sobre o que é, e então você tem que escolher entre contar a história toda até a parte em que você está ou balbuciar palavras do tipo: "É... Tem fadas, joão e maria, bruxas... Mas não tem dragões ainda."
   Independente das complicações que o leitor tem com os amigos, a obra é incrível. Cheia de referências, desde música, outros livros e até jogos. Se prestar atenção você chega até a imaginar o Shiryu como um dos personagens! Além disso os diálogos são divertidos e cheios de reflexão, a narração também se inclui nisso, de forma que me arrisco a dizer que Dragões de Éter é um livro em que você pode aproveitar a história e ainda refletir um pouco.
   Acho que por isso dizem que ao ler pela segunda vez a série você pode ter uma interpretação diferente. Afinal, é uma série que te dá muitas coisas para pensar e coloca o leitor como o que faz a história existir, dando a ele o título de semideus criador.
   Por fim, o que realmente faz com que o livro seja bom por inteiro é a forma como é narrado. Parece que você esta em uma taberna ouvindo alguém contar histórias sobre, bruxas, príncipes e um garota de chapéu vermelho. O narrador não se preocupa em seguir uma ordem certa dos fatos ou em ser específico descrevendo um personagem aos detalhes, é diferente e se aproxima mais de uma conversa do que uma narração.
   Com toda certeza Dragões de Éter é daqueles livros que merecem ser lidos mais de uma vez, você se apaixona pela história e um belo dia vê que está falando gírias de Nova Éter, mesmo que seja de brincadeira, ou então se desespera sempre que uma lágrima escorre apenas por um lado do rosto de alguém (Calma, não é spoiler).
   Espero que tenha convencido alguém a ler mesmo sem falar muita coisa sobre a história. Vou fazer mais uma visita à Nova Éter e voltarei para contar como foi pela segunda vez, até lá, façam um café e aproveitem Dragões de Éter, mas façam com que a leitura dure muito tempo. Caso virem uma moça de vermelho vejam se não tem lagrimas escorrendo por apenas um lado do rosto.
   Boa viagem, levem café!

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